Deficientes, que cargos ocupam?

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Dados divulgados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2016, contabilizam 418.521 pessoas com deficiência trabalhando com carteira assinada no Brasil. Apenas 6,52% dos trabalhadores com deficiência estão empregados em empresas que não precisam atender a Lei de Cotas. Os outros 93,48% só estão trabalhando em razão da obrigação legal.

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Em uma pesquisa realizada pela i.Social entre os anos de 2011 e 2014, a maioria das pessoas com deficiência ocupava posições operacionais nas empresas. Em 2011, esse índice era de 84%, contra 7% de nível técnico e 9% de nível gerencial. Em 2014, 73% dos 1.725 participantes da pesquisa trabalhavam no setor operacional, contra 25% da área técnica e 2% da área gerencial.

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Por não exigir muita qualificação, a função de assistente administrativo é uma das que mais contratam pessoas com deficiência. Por outro lado, são cargos de entrada, com baixo grau de responsabilidade e tomada de decisão – sendo, muitas vezes, pouco atrativos ou utilizados como uma forma de preencher mais rapidamente a cota exigida por lei.

Em 2015, dados do Ministério do Trabalho mostraram que a profissão de auxiliar de escritório era a que mais contratou pessoas com deficiência auditiva no Brasil. São 6.898 postos de trabalho ativos nessa área. Na sequência, estão os cargos de alimentador de linha de produção (5.341 trabalhadores), assistente administrativo (4.205), faxineiro (3.815), repositor de mercadoria (2.473) e almoxarife (1.878).

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Dos estados que mais contratam PCDs no Brasil, São Paulo está em primeiro lugar no ranking com 127.464 postos empregatícios para trabalhadores com deficiência, seguido de Minas Gerais (42.295), Rio de Janeiro (33.115), Rio Grande do Sul (32.366) e Paraná (28.560), respectivamente.

• As empresas com 201 a 500 empregados são as que têm maior proporção de cumprimento da cota: 55,75% para Empresas Privadas e 39,72% para Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.

• Do total de pessoas com deficiências contratadas no país, 275.222 trabalhadores têm o ensino médio completo ou o superior incompleto ou concluído.

• O estado de São Paulo responde por 42,77% da cota nacional.

• De acordo com a Rais 2016, 49,84% da cota nacional está cumprida.

Os dados ainda não são dos mais satisfatórios, nossa redação entrevistou algumas pessoas pcd e constatou diversas “desculpas” do mercado atual; empresas que cadastram currículos com efeito de manter o bom relacionamento social, em entrevistas o contratante diz “estar adequando a empresa para receber o deficiente”, questões como qualificação geralmente são cruciais mas notamos deficientes com graduação e capacidade ocupando cargos bem abaixo de suas competências.

Durante a contratação devemos avaliar o profissional e não a sua condição física, sempre se pergunta o que você pode fazer pela empresa, mas, lembre-se os deficientes estão constantemente superando seus limites e podem trazer resultados inesperados.

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