Salve meu povo, me chamo Gui Braga e junto com minha namorada Carol, temos um canal no Youtube chamado Não saio do Quarto (maior legal, procura lá =D). Somo nerds paaacas e agora vocês terão matérias minhas semanalmente. Espero que gostem, será um prazer escrever para vocês!

Esse final de semana fomos ver Tomb Raider – A Origem.

O filme é baseado no reboot de nome Tomb Raider desenvolvido pela Square Enix e Cristal Dynamics lá em 2013, então não tem nada a ver com aquela Lara Croft da Angelina Jolie ou os títulos mais antigos.

O JOGO

Divulgação/Square Enix

Eu, particularmente, adorei esse jogo, neste um formato mais adulto, apesar de apresentar uma Lara Croft mais jovem. Porém, a história era realmente pesada e carregada de elementos de tensão (como o momento em que ela se fere e precisa tirar a estaca de seu abdómen, momento retratado no filme, inclusive).

Mas o ponto principal é que o reboot não perdeu aquele espírito de aventura tão marcante na franquia como exploração de cavernas, e claro, MUITAS TUMBAS para a nossa guerreira britânica e nós nos deleitarmos em busca de artefatos escondidos.

Um dos pontos altos na minha opinião é o formato de evolução do personagem, como nos jogos de RPG, onde conforme você avança no jogo e realiza certas ações como completar desafios de caça, exploração e combate, o jogo ainda te permitem ganhar habilidades para a personagem como golpes de luta corporal, melhor mira, maior capacidade de armazenamento para flechas e munições ou aumento da vida, entre outras melhorias.

A história é bem mais adulta e densa do que as histórias dos jogos anteriores e particularmente me envolveu bastante. Essa história foi totalmente a base para o enredo do filme.

Sem spoilers, o jogo começa com Lara realizando sua primeira expedição de sua vida a bordo do navio Endurance. Focada em encontrar o reino perdido de Yamatai, Lara segue em direção ao Triângulo do Dragão, na costa do Japão. No meio do percurso, o navio é atingido por uma tempestade e é completamente destruído, deixando apenas alguns sobreviventes perdidos em uma ilha deserta. Lara acaba separada dos outros e é aprisionada por um estranho selvagem em uma caverna (momento super tenso inclusive).

Ela consegue escapar (ainda bem, imagina o jogo acabando em 15 minutos com a protagonista morrendo já logo de cara) enquanto o vilão morre durante o desabamento da caverna (graças a delicadeza de Lara). Mas tudo isso acontece apenas no começo do jogo, para saber o resto, recomendo comprar e jogar, pois vale a pena.

O Filme

Warner Bros/Divulgação

Neste filme, existe uma Lara mais jovem interpretada pela atriz Alicia Vikander, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme The Danish Girl. Essa Lara é mais decidida e ao mesmo tempo imatura. Ela luta artes marciais, tem uma personalidade forte, mas passa a sensação de que ela é tudo isso por uma questão de sobrevivência, diferente da Lara super completa e poderosa por natureza da Angelina Jolie, o que pra mim deixa a personagem da Alicia Vikander mais rica e real e é com base nisso que o novo filme é calcado.

Tomb Raider – A Origem é um filme mais real que o anterior, onde logo no começo vemos Lara lutando com três bandidos de rua e tendo sérios problemas, mostrando claramente que ela ainda tem muito a aprender e crescer como a Lara Croft que conhecemos.

Apesar de ser apresentada uma Lara que nitidamente quer ser forte e quer crescer, vemos um roteiro que não seguiu essa mesma força e, meus amigos, os desafios apresentados eram tão óbvios e a história é tão linear e fraca que faz com que nós fiquemos querendo mais o tempo todo e esse mais… Não vem.

Fora os enigmas. Poxa, filmes como esse deveriam usar como inspiração Indiana Jones (o jogo Tomb Raider é totalmente inspirado em Indiana Jones) onde os enigmas são resolvidos com dificuldade e uma sagacidade do Indiana, deixando sempre claro como ele resolvia cada um destes desafios. Em Tomb Raider não teve nada disso, era um enigma apresentado do nada, ela resolvia com a mesma rapidez que ele aparecia e você nem entendia nada como ela resolveu o quebra-cabeça, sem explicar pra gente, qual era a solução. Nem mostrava a linha de raciocínio do desvendamento. Saía mexendo nas traquitanas e puf, abria. =(

E o que foi aquele pai dela? O pai da Lara é O CARA, inspiração da personagem nos games e quase um guia espiritual, um Obi Wan para Luke Skywalker, mas no filme não, um baita cara loser que poderia, sim, ter resolvido todos os problemas do filme em menos de 7 anos. Além do fato dele estar com a mesma roupa esse período todo (eca).

Em resumo, o filme é bem marromeno e vale ver em uma tarde chuvosa quando você não tiver mais o que fazer da vida.

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