O MASP (Museu de Arte de São Paulo – “Assis Chateuabriand”) recebe, até fevereiro de 2018, a exposição “Histórias da Sexualidade”. A Mostra traz um recorte abrangente de diversas produções e obras. O objetivo é estimular um debate — urgente na atualidade —, cruzando temporalidades, geografias e meios.

Como argumento para realizar a exposição, a curadoria cita os episódios recentes ocorridos no Brasil e no mundo, que trouxeram “à tona questões relativas à sexualidade e aos limites entre direitos individuais e liberdade de expressão, por meio de embates públicos, protestos e violentas manifestações nas mídias sociais”.

Angelica Acorrentada, de Jean Auguste Dominique Ingres, 1859

AS OBRAS

São mais de 300 obras reunidas em nove núcleos temáticos e não cronológicos — Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos, na galeria do primeiro andar, e Políticas do corpo e Ativismos, na galeria do primeiro subsolo.

A Mostra inclui também a sala de vídeo no terceiro subsolo, como parte do núcleo Voyeurismos.

Ao lado delas, uma seleção de trabalhos de diferentes formatos, períodos e territórios compõem histórias verdadeiramente múltiplas, que desafiam hierarquias e fronteiras entre tipologias e categorias de objetos da história da arte mais convencional — da arte pré-colombiana à arte moderna, da chamada arte popular à arte contemporânea, da arte sacra à arte conceitual, incluindo arte africana, asiática, europeia e das Américas, em pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, fotocópias, vídeos, documentos, publicações, entre outros.

Xipófagas Uterinas, de Teresinha Soares

OS ARTISTAS

A exposição, concebida em 2015, se insere em uma programação anual do MASP totalmente dedicada às histórias da sexualidade, que em 2017 inclui Mostras individuais de Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Miguel Rio Branco, Henri de Toulouse-Lautrec, Tracey Moffatt, Pedro Correia de Araújo, Guerrilla Girls e Tunga.

Algumas obras de artistas centrais do acervo — como Edgard Degas, Maria Auxiliadora da Silva, Pablo Picasso, Paul Gauguin, Suzanne Valadon e Victor Meirelles — são agora expostas em novos contextos, encontrando outras possibilidades de compreensão e leitura.

Autorretrato nu, Egon Schiele, 1910

OBJETIVO

Segundo a organização, O MASP, um museu diverso, inclusivo e plural, tem por missão estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. “Esse é o sentido do programa de exposições, seminários, cursos, oficinas e publicações em torno de muitas histórias — histórias da infância, da sexualidade, da loucura, das mulheres, histórias afro-atlânticas, feministas, entre tantas outras”, relata.

A exposição “Histórias da Sexualidade” tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias do MASP, Pablo León de la Barra, curador-adjunto de arte latino-americana do MASP e Camila Bechelany, curadora assistente do MASP.

Guanaroca, Ana Mendieta, 1981

PARA MAIORES DE 18

A classificação etária de Histórias da Sexualidade é de 18 anos. Desta forma, de acordo com a regulamentação vigente, é restritiva para menores de idade, mesmo com autorização ou acompanhamento de responsável.

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