Estamos perdendo lagoas urbanas

Por Gabriel Bitencourt

Elas são importantes para o cenário das cidades, especialmente, nas grandes cidades em que o cinza do cimento e do asfalto prevalece na paisagem urbana.

Elas são importantes para a preservação da vida dos peixes e outros animais que vivem em suas águas, mas, também, de inúmeros outros que dela dependem como as aves, por exemplo.

As lagoas marginais aos rios, são apropriadamente chamadas de maternidades da vida, dada sua importância vital para eles.

Apesar de tudo isto, de forma deliberada ou por descuido, as lagoas estão secando.

Em uma mesma semana, duas pessoas abordaram o mesmo assunto referindo-se a diferentes lagoas.

O colega de colunismo da Rádio Ipanema, Rubinho Maximiliano, me falava “no ar” sobre a chamada “lagoa da Drury’s”, em Sorocaba, que está sendo continuamente assoreada e que, agora, é quase tão somente uma fina lâmina d’água.


 
A outra pessoa, no meu perfil no Facebook, falou sobre uma lagoa quase seca no condomínio de chácaras, em Araçoiaba da Serra, chamado Monte Bianco.


 
Usando uma ferramenta disponível no “Google Earth” comparei as imagens de satélite dos últimos anos e lá se pode constatar a triste história do desaparecimento das duas lagoas.

Insisto para que as pessoas , ao constatarem crimes ambientais como esses, acionem as autoridades competentes para o caso, seja a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Polícia Ambiental ou o Ministério Público estadual.

O que não podemos é ficarmos silentes ante a destruição do ambiente, especialmente, quando ela acontece bem na nossa frente.