Quando morre o amor?

Que fique claro: trataremos neste texto de relacionamentos amorosos, passando pelas mais diversas formas de se relacionar que existem hoje em dia: namoros, casamentos, casos, amizades multi-coloridas entre tantos outros. Esse esclarecimento se faz necessário, porque em nossa opinião, um amor de um pai e uma mãe para um filho não morre nunca, e não é essa a questão que abordaremos a seguir! Boa leitura!

Engana-se quem pensa que o amor morre de uma hora para outra. O amor vai morrendo aos poucos e vai dando os sinais, que muitas vezes insistimos em não enxergar, ou simplesmente preferimos ignorar.

O amor começa a morrer quando deixamos de dar um bom dia carinhoso, quando não perguntamos “como foi seu dia?”, quando não percebemos que o outro está precisando de ajuda, quando o eu te amo é dito de forma automática e não expressado com o coração.

O amor continua morrendo lentamente quando os diversos app da tela de nosso celular se tornam mais interessantes do aqueles sonhos que um dia foram compartilhados juntos – olho no olho, coração com coração. Ou pior, quando o outro passa a ser indiferente em nossas conquistas, sejam presentes ou futuras.

O amor continua morrendo nos desafetos, nas pequenas diferenças (antes complementares e agora inconcebíveis), na não aceitação do outro como ele é e na exigência e frustração que ele seja e aja como nós esperamos.

O amor termina de morrer quando percebemos que todas essas atitudes, sensações, sentimentos são recíprocos. Ou seja, está no outro também.

Aí, tarde demais nos questionamos e questionamos o outro: e se (tivéssemos sido mais flexíveis, menos relapsos, mais coração e menos razão, mais coerentes, mais sinceros?)
No desespero que tentar encontrar as respostas para o fracasso de uma relação, mantemos a velha mania de focar nos sintomas e ignorarmos a causa. E deixamos pra lá a pergunta mais importante de todas: se fosse amor, ele teria morrido? Se fosse amor, teríamos permitido que isso acontecesse? A resposta: obviamente que não, porque amor verdadeiro não morre jamais!

O amor não se mantém nas grandes manifestações, mas sobrevive todos os dias nos pequenos gestos. Na conversa ao pé de ouvido, no eu te amo dito apenas no silêncio de um olhar, naquela demonstração de afeto no meio de um dia corrido, no ombro amigo que chega antes de ser pedido, na confiança em saber que no outro e em mim está tudo o que sei e conheço sobre o amor.

Por isso, amem-se, nada é mais bonito e nada supera a força divina do amor!

Até semana que vem!
Grande beijo,
DIVS