Foto: Reprodução Instagram

Semana passada, a atriz Bruna Marquezine chamou a atenção para um tema muito delicado e que infelizmente ainda vivenciamos diariamente em nossa sociedade: o machismo.

O que aconteceu foi o seguinte: ela postou uma foto – (na qual estava linda por sinal) e recebeu uma chuva de comentários, principalmente de mulheres, de cunho machista. Os comentários se referiam a sua forma física com as seguintes afirmações: “você está muito magra, homem não gosta de mulher assim”, “homem gosta de ter onde pegar” “desse jeito o Neymar te dará um chute”.

Bruna foi brilhante em seus stories do Instagram ao afirmar que ela está saudável e feliz com ela mesma, que isso é o que importa. E afirmou com todas as letras que a forma física é dela e não foi feita para agradar a ninguém, quanto menos homens. Tirando o fato que Bruna deu uma lição de moral em muitos seguidores, o que impressionou as Divs é que a maioria desses comentários vieram de próprias mulheres.

Ou seja, muitas que sofrem o machismo em seu dia-a-dia, seja no seu relacionamento ao não ser permitida de cortar os cabelos ou colocar uma saia mais curta, seja em seu trabalho, ao exercer as mesmas funções e atribuições de um homem e ter um salário desigual, seja nas ruas, quando recebem cantadas esdrúxulas. São essas mesmas mulheres que condenam a magreza de outra mulher, sem ao menos saber se ela está feliz com ela mesma e o mais importante, saudável.

Até quando viveremos em uma sociedade em que se acredita que uma mulher é mais fraca e menos capaz? Que uma mulher deve ter o corpo da forma que os homens gostam? Onde só as mulheres tem deveres domésticos? Onde as mulheres são divididas em grupos daquelas que são para casar e outras somente para ter uma noite de sexo? Entre outras inúmeras situações vividas em nosso dia-a-dia.

Mas o mais triste ainda é ver que existem não só homens como mulheres machistas. O machismo está enraizado em nossa sociedade. Isto é fato, já que uma pesquisa realizada pela ONU Mulheres mostrou que 95% das mulheres e 81% dos homens entrevistados consideram o Brasil um país machista.

O que podemos fazer como cidadãos? Em nossa opinião, vale a pena buscar a informação sempre. Muitas vezes o machismo passa despercebido em nosso dia-a-dia. Se você vivenciar ou presenciar alguma situação machista, não fique calado. Expondo a situação, como a atriz Bruna Marquezine o fez, propondo alternativas inteligentes e saudáveis de debates acerca do assunto é que a reflexão começa a ser gerada em nossa sociedade. Hoje pode ser somente uma sementinha. Amanhã pode ganhar uma força imensurável. Tudo o que é grande começa Afinal, já está mais do que na hora de este tema ser visto como um triste comportamento de uma sociedade que ficou no passado.

Até semana que vem!

Grande beijo,

DIVS

3 Comentários

  1. Onde as mulheres são divididas em grupos daquelas que são para casar e outras somente para ter uma noite de sexo?
    Pensando nesta linha acima…as mulheres que acharam na prostituição o caminho para “ganhar” a vida essas infelizmente serão sempre as mulheres de uma noite apenas…porque elas se deixam levar por uma vida dessas? me diga

  2. Que chatice isso…tudo é mimimi. Ela é uma figura pública e as pessoas se sentem no direito de tecer comentários mesmo. O Neymar é criticado por aspectos físicos sempre, assim como todos que aparecem na mídia. Fato é, tem mulher que se importa com o corpo para se sentir desejada, essas opinaram sobre o que na visão delas seria o idela. A Bruna é segura e não quer saber de agradar ninguém. Ponto…agora textão com mimimi por tudo é chatice demais. Tudo é machismo. Isso cansa. No texto fala baboseira como homem e mulher na mesma função ganhando diferente, a lei não permite isso, e se a mulher se sujeita a isso é burra, eu entraria com ação e ganharia muito dinheiro da empresa. Acordem!

  3. Infelizmente, hoje em dia o machismo vêm muito mais das mulheres do que dos homens. Estes parecem que evoluíram e estão com a cabeça mais aberta. Agora, as mulheres……destas escuto e leio cada uma, que desacredito e fico com vergonha alheia.

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