A Defesa Civil de Sorocaba, órgão ligado à Secretaria de Segurança (Sesdec), da Prefeitura, informa que o município de Sorocaba completou, na última quinta-feira (05), 22 dias de estiagem. O período seco da cidade é reflexo de um semestre com chuvas abaixo da média. Em junho, foram registrados 36 mm de chuva, volume bem abaixo do esperado, 168 mm a menos que o mesmo mês do ano anterior, onde foram registrados 204 mm de chuva. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) reforça o pedido para que a população evite o desperdício.

De acordo com dados da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo, repassadas à Defesa Civil de Sorocaba, a previsão de chuva para o mês de julho também será abaixo da média (22,0 mm), quando deveria ser de 55,7mm. Para os dois meses seguintes, a previsão é de 62,3 para setembro, e 83,8 para outubro. A partir deste, aliás, a previsão de chuvas aumenta, e segue assim para o último trimestre do ano: 163,3mm para outubro 199,9mm para novembro e 237,3mm para dezembro.

Este período seco para o mês atual se dá aos bloqueios atmosféricos, que impedem que sistemas meteorológicos avancem para o Estado. Já o aumento para os meses seguintes ocorre devido ao desaparecimento deste bloqueio, e, consequentemente, a volta das chuvas. Vale ressaltar que apesar da volta das chuvas para os meses de agosto e setembro, o volume continua não sendo muito grande, por conta da média climatológica continuar muito baixa. Porém, a partir de outubro, as chuvas devem aumentar consideravelmente.

Recomendações à saúde

De acordo com Lúcio Roberto de Oliveira das Neves, médico e coordenador técnico da Secretaria da Saúde (Ses), a questão do tempo seco acaba irritando vias respiratórias e até aumentando a sensibilidade dos olhos.

Ele ainda alerta que nessa época do ano, deve-se prestar atenção em doenças cardiovasculares, pois a pressão tende a aumentar, podendo causar infartos, por exemplo.

A hidratação em períodos como este é uma das principais recomendações para os munícipes. Tomar bastante água pode ajudar no alívio de irritações na garganta, por exemplo.

O uso de vaporizadores para manter o ambiente úmido também auxilia, principalmente, nas noites de sono. Porém, a atenção para que o ambiente não fique úmido demais é de extrema importância, para evitar o crescimento de fungos. Na falta de vaporizadores, bacias de água e toalhas úmidas no quarto também são opções, porém, também é necessária a atenção para não atrair mosquitos.

Evite desperdício

O Saae-Sorocaba pede mais economia de água à população. “Temos água para abastecer toda a cidade, mas se não chover nos próximos meses, a situação pode se agravar na região do Éden”, explica o diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva. Neste momento está descartado o risco do desabastecimento ou racionamento, mas essa situação pode mudar, caso continue calor durante os dias de inverno e não haja chuva o suficiente.

No dia de hoje, a represa da Castelinho, que armazena a água enviada para a represa do Ferraz, está com 70% da capacidade de armazenamento. A represa do Ferraz, cuja função é mais a de abastecer a captação da ETA do Éden em vez de armazenamento, está com 40% de sua capacidade.

Na represa do Clemente, a maior fonte de água para tratamento em Sorocaba, a situação é cômoda. A represa do Clemente tem o nível sempre estável, independente da estiagem, já que existe o compromisso da Votorantim Energia em destinar água da represa de Itupararanga em quantidade suficiente para manter a uniformidade do nível da represa do Clemente.

A represa do Clemente abastece a ETA do Cerrado, assim como a Ipaneminha, cujo nível encontra-se em cerca de 90% da capacidade. O reservamento da Ipaneminha apenas é usado em momentos de alto consumo da água produzida pela ETA Cerrado.