O DEDA QUESTÃO

O secretário de Saneamento, Alceu Segamarchi e o diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, estão de volta ao trabalho na Prefeitura de Sorocaba depois de terem representado a cidade em uma das maiores feiras do mundo, voltada para a divulgação do que há de mais avançado em tecnologia da área de saneamento.

Eles estiveram na cidade de Munique, na Alemanha, na Feira Internacional para Gestão de Água, Esgoto, Lixo e Resíduos, a IFAT 2018 a convite da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e por isso não gerou custos ao município, explica nota da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Sorocaba.

O secretário de Saneamento, Alceu Segamarchi, destacou que conhecer as tecnologias e soluções já existentes e em funcionamento em outros países estimula a busca alternativas viáveis para a melhor destinação dos resíduos gerados em Sorocaba, processo esse que está em constante evolução.

Conheceram sistemas e novas tecnologias voltadas para o saneamento de modo em geral, como água, tratamento de esgoto e drenagem. “O ponto alto foi a visita a uma usina de tratamento de resíduos orgânicos em Munique”, considerou o secretário Segamarchi. Já o diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, chamou bastante a atenção para o processo de “mídias”, usado no tratamento do lodo gerado pelo tratamento do esgoto.

Ambos viram de perto o quanto o governo municipal de Munique investe pesado para a destinação e tratamento de resíduos sólidos urbanos, e a usina visitada é parte do processo. A referida usina processa cerca de cem toneladas por dia de resíduos orgânicos, produzindo energia elétrica e adubo.

Outras instalações daquela cidade processam o resíduo inorgânico e também produzem energia elétrica. O secretário Segamarchi explicou que nesse momento, em Sorocaba, estuda-se até onde o município poderá chegar para poder dar destino final ao resíduo sólido urbano. “Fizemos a visita para conhecer novas tecnologias e a avaliar sua aplicação na realidade de nossa cidade”, declarou.

O diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, chamou a atenção para a tecnologia denominada como mídia, utilizada no processo de tratamento do esgoto. “São pequenas peças semelhantes a plásticos que estimulam a procriação dos micro-organismos para serem injetados no lodo”, declarou.

Os micro-organismos destroem uma parcela orgânica do lodo resultante do tratamento do esgoto. E assim o lodo se torna inerte, podendo ser disposto em locais menos preparados e mais baratos.