Por Djalma Luiz Benette

A implantação em Sorocaba do BRT (sigla em inglês para ônibus de Tráfego Rápido) – que entrou na pauta pública de Sorocaba na campanha eleitoral de 2012, quando a eleição era disputada entre Renato Amary e Pannunzio – foi objeto de uma reunião na manhã desta quarta-feira (7) na Câmara entre os vereadores, a sócio-proprietária do consórcio vencedor da licitação e dois secretários municipais da Prefeitura de Sorocaba.

De um lado, um dado que todo sorocabano quer saber: quando começa e quanto vai custar a obra. Quem respondeu foi sócio-proprietária da Consor, nome do consórcio vencedor, Niege Chaves. Segundo ela, as obras começarão a ser implantado a partir de agosto deste ano, a um custo estimado em R$ 400 milhões.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Rodrigo Manga (DEM), falando em nome do Legislativo, lembrou que “as linhas que hoje demandam uma hora para o ônibus completar seu percurso, com o BRT vão demorar 20 minutos”.

Manga também informou que vai marcar uma audiência pública sobre o BRT, em data a ser confirmada, para que a população possa conhecer melhor o projeto e dar suas sugestões. A sócio-proprietária da Consor gostou dessa proposta e disse que a apresentação detalhada do projeto para os vereadores foi o primeiro de uma série de encontros do gênero e que apoia a ideia de apresentar à sociedade como um todo, por segmento, o conceito geral do BRT”.

Defesa do BRT

Falando aos presentes, o presidente da Câmara foi enfátivo em dizer que o BRT é um projeto importante para Sorocaba, beneficiando, sobretudo, a população que mora nos bairros mais distantes do centro: “O BRT terá um impacto positivo na cidade. Além da rapidez, os ônibus articulados vão oferecer mais espaço e mais qualidade para o usuário.

Linhas que hoje demandam uma hora para o ônibus completar seu percurso, com o BRT vão demorar 20 minutos” – afirma Rodrigo Manga. O presidente do Legislativo também salientou que, hoje, “o usuário paga uma tarifa alta, mas não tem um transporte com a qualidade necessária”, por isso, “é preciso dar o devido valor ao usuário do transporte coletivo”.

Projeto inovador

O vereador Renan Santos ressaltou que o BRT é um projeto inovador, mas também muito complexo, devido às questões jurídicas e financeiras envolvidas. “As obras começam em agosto de 2018 e esperamos que, no decorrer desse prazo, sejam esclarecidas as nossas dúvidas”, salientou.

Também o vereador João Donizeti Silvestre ressaltou a importância do BRT para cidade, considerou a reunião muito produtiva, mas disse que é preciso mais aprofundamento sobre o assunto, devido ao alto custo do sistema, estimado em R$ 400 milhões.

O vereador Rafael Militão disse que a explanação da representante da empresa foi muito elucidativa e salientou que o BRT irá melhorar as condições do transporte especialmente para os moradores dos bairros mais distantes, como o Parque São Bento.

Por sua vez, o vereador Fausto Peres (Podemos) enfatizou que o BRT “é um projeto arrojado” e que “a cidade merece um transporte público de qualidade, com ônibus articulados, ar condicionado e internet sem fio”, mas também se disse preocupado com os custos do sistema: “Trata-se de um investimento muito alto e, hoje, o usuário já paga uma tarifa cara, por isso temos de estar atentos aos custos”.

O secretário Luiz Carlos Siqueira Franchim classificou o projeto do BRT como “revolucionário”, com mais conforto e rapidez para os usuários, enquanto o secretário Luiz Alberto Fioravante disse que o BRT será “a quebra de paradigma no transporte público, mudando o conceito de transporte na cidade”.

Quem estava na reunião

Além do presidente da Casa, a reunião sobre o BRT – que ocorreu na tarde de terça-feira, 6, na Sala de Reuniões da Casa – contou com a participação dos vereadores Fausto Peres (Podemos), Fernanda Garcia (PSOL), Francisco França (PT), Iara Bernardi (PT), João Donizeti Silvestre (PSDB), Péricles Régis (MDB), Rafael Militão (MDB) e Renan Santos (PCdoB). Durante o encontro, a representante da empresa, acompanhada dos secretários municipais Luiz Carlos Siqueira Franchim (Mobilidade e Acessibilidade) e Luiz Alberto Fioravante (Planejamento e Projetos), fez uma exposição sobre como será a implantação do sistema na cidade e respondeu questionamentos dos vereadores.