Por Rubens Maximiano 

A nova geração do Volkswagen Jetta foi apresentada, no início de janeiro, no Salão do Automóvel de Detroit. O modelo, que já vendeu mais de 16 milhões de unidades, desde seu lançamento em 1979, tem consumidores em todo o planeta. Somente nos Estados Unidos, foram cerca de 3,2 milhões unidades comercializadas. Talvez por isso, a Volkswagen tenha escolhido Detroit para a avant première do novo Jetta.

Assim como os recentes lançamentos VW (Golf, Polo e Audi A3), o novo Jetta também utiliza a plataforma modular MQB. Isto implicou numa mudança completa no best seller alemão.

O Jetta cresceu. Ficou 30 mm maior no entre-eixos que a geração anterior. Pulou de 2,65 para 2,68 metros entre o eixo traseiro e o dianteiro. O carro também ficou mais alto e mais largo. Claramente, as proporções externas subiram de patamar.

Este crescimento favoreceu o novo mix de sedans da marca vendidos no Brasil. Afinal, com a chegada do Virtus, com o mesmo entre-eixos da geração anterior do Jetta, previa-se uma canibalização entre os modelos. Com a mudança de patamar, o novo Jetta deverá se posicionar como sedan médio/grande, concorrendo com o Ford Fusion e o Honda Accord, entre outros.

A carroceria de medidas generosas é uma clara inspiração no Arteon. A propósito, o VW Arteon é o “xodó” da escola alemã de design. Não há nenhuma dúvida de que os principais modelos da Volks desenvolvidos, a partir de agora, terão o DNA do Arteon. Sobretudo os sedans, com um claro caimento coupê.

Destaque para os faróis em LED, que serão de série no novo Jetta e para a enorme grade dianteira que invade os faróis, formando um único conjunto. Impossível não notar o aplique vintage, também inspirado no Arteon, sobre o paralama dianteiro, ao final do vinco de cintura.

Internamente, o novo Jetta ganhou desenho e elementos táteis mais sofisticados. Ao toque dos dedos é possível perceber materiais macios e aconchegantes.

Os bancos são oferecidos em várias possibilidades de desenho e cores. A combinação com outras tantas opções de tons de iluminação prometem uma cabine extremamente personalizável.

O painel de instrumentos, batizado na VW, como Digital Cockpit, pode ser configurado, segundo as preferências do consumidor. Apple CarPlay, Android Auto e MirrorLink trabalham em sintonia com a central multimídia Car-Net.

Quanto aos equipamentos de segurança, o novo Jetta oferece o alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e aviso de saída de faixa, entre outros.

O motor do novo Jetta é o eficiente 1.4 turbo, com injeção direta, que já equipa o modelo atual. O propulsor oferece 150 cv e 25,5 kgfm. Obviamente, para os padrões americanos, isto é pouco. Por isso, com certeza, a Volkswagen deverá contemplar os clientes dos Estados Unidos, com um propulsor mais potente, ainda não revelado. A transmissão automática de 8 velocidades garante desempenho suave e contínuo.

Nos Estados Unidos, o novo Jetta será oferecido em em quatro versões: S, SE, SEL e SEL Premium. Ainda é possível esperar uma variante R-Line com “espírito” esportivo, num futuro próximo.

O novo Jetta 2019, que também será vendido no Brasil, tem estreia marcada para o segundo semestre, importado do México.