Foto: Ethan Miller/Getty Images

Silas Martí, FOLHAPRESS

Mais de 20 milhões de americanos se sentaram diante da televisão para ouvir de uma atriz pornográfica os detalhes de seu suposto “affair” com o presidente Donald Trump.

Stephanie Clifford, ou Stormy Daniels, como é conhecida em seus filmes, contou que transou com o republicano sem camisinha e ainda deu uns tapinhas com uma revista no bumbum do futuro ocupante da Casa Branca.

Suas revelações renderam ao 60 Minutes, tradicional programa jornalístico da rede CBS, sua maior audiência nos últimos dez anos, chegando à mesma marca que a primeira entrevista do ex-presidente Barack Obama e sua mulher, Michelle, quando os dois deixaram Washington.

Na semana passada, outra mulher que diz ter tido um caso com Trump, Karen McDougal, uma ex-coelhinha da Playboy, também contou sua história diante das câmeras ao mesmo Anderson Cooper, jornalista da CNN, que falou com Stormy Daniels na CBS.

Trump nega qualquer relação com as mulheres, mas a série de entrevistas vêm causando enorme frisson midiático, com recordes de audiência e analistas políticos entendendo as revelações como ameaças reais ao mandato de um dos presidentes mais controversos da história dos EUA.

No 60 Minutes, mesmo dando detalhes de sua suposta relação sexual com Trump, que a esperava na ponta da cama quando ela saiu do banheiro, e de contar que o presidente a comparou à filha, Ivanka, Stormy Daniels usou uma camisa e saia preta, adotando um look mais comportado que os decotes que veste em aparições nas boates.

Desde que o seu suposto “affair” veio à tona, Stormy foi catapultada aos holofotes e fez uma série de apresentações em clubes de strip-tease pelos Estados Unidos, batizando a turnê “Make America Horny Again”, apropriação do lema de campanha de Trump em que promete não fazer a América voltar a ser grande, mas sim excitada.