Por Erick Rodrigues

Desde o início, “Scandal” sempre apresentou tramas que giraram em torno do universo de Olivia Pope (Kerry Washington). Todos os seis anos anteriores parecem ter servido como uma “escada” para o desfecho da série, que já terminou nos Estados Unidos e estreia agora, com atraso, aqui no Brasil.

Com um foco maior ainda nas ações da protagonista, Olivia se transforma na principal força de poder na Casa Branca. Como não poderia deixar de ser, a política ocupou o lugar das conspirações e planos de espionagem e, mesmo sempre estando presente, ganhou importância ainda maior na série.

Agora como chefe de gabinete de Mellie (Bellamy Young), Olivia está disposta a provar que as diretrizes políticas dela são as que devem prevalecer em Washington. Em outras palavras: quer mostrar que ela dá as cartas. No primeiro episódio da última temporada, todas as articulações da Casa Branca estão sendo feitas para aprovar, no Capitólio, um projeto que institui faculdade de graça para a população mais pobre do país. Para isso, Olivia não mede esforços para persuadir, inclusive com chantagem, os adversários da proposta. O agora vice-presidente Cyrus Beene (Jeff Perry) também é colocado em campo para agir pela aprovação da medida.

As demonstrações de poder de Olivia também envolvem o pai, Rowan (Joe Morton), que passa a ser vigiado de perto pela filha, e a antiga organização gerida por ele, o B-613. As funções da protagonista como nova Comandante são necessária, no episódio, para a tentativa de resgate de um espião da CIA, capturado em território inimigo. Contrariando os procedimentos anteriores da organização, Olivia insiste com Jake (Scott Foley) em um plano de resgate contestado até pela presidente, o que faz com que a protagonista aja para impor suas decisões.

Com a política sempre servindo de segundo plano para as conspirações e espionagens, “Scandal” demonstra, no primeiro episódio, interesse em falar mais sobre o tema, dando protagonismo a discussões relacionadas a articulações entre as principais lideranças políticas. O comando de duas mulheres nas principais cadeiras da Casa Branca também rende bons conflitos.

Os roteiristas também chegaram a um ponto interessante da trajetória de Olivia Pope. Depois de passar por momentos que iam de amante do presidente a pretensa primeira-dama, a protagonista fez escolhas radicais e chega, agora, ao ápice tentando impor suas vontades. Olivia parece disposta a mostrar que o universo dela vai curvar a política de Washington, assumindo todos os riscos para isso.

Mesmo já encerrada nos Estados Unidos, o que facilita a descoberta de spoilers sobre o último episódio, vale acompanhar os momentos finais de Olivia Pope, que vai ultrapassar seus limites por conta da influência que o poder da Casa Branca exerce sobre ela.

SCANDAL (sétima e última temporada)

ONDE: canal Sony

HORÁRIO: toda segunda-feira, às 23 horas