Cinco filmes para entrar em contato com outros esportes durante a Copa do Mundo

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Por Erick Rodrigues

A Copa do Mundo da Rússia 2018 estreou a quase uma semana e, desde então, a programação dos canais de TV segue dominada pelos jogos. Telejornais e programas específicos, em alguns casos durante o dia todo, exibem os resultados das partidas, curiosidades sobre os russos, polêmicas sobre a utilização da arbitragem de vídeo e os desempenhos de Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi e companhia.

Com as atenções do mundo voltadas para a competição na Rússia, pelo menos até julho, o público deve concentrar as atenções nas partidas, especialmente os brasileiros caso a Seleção vá se credenciando para as próximas fases.

Com o futebol dominando a televisão e a internet, outros esportes são deixados em segundo plano durante esse período. Pensando nisso, resolvi fazer uma lista com cinco filmes que mostram outras competições esportivas que podem servir como um “descanso” aos jogos da Copa do Mundo. Vamos a eles:

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– MENINA DE OURO (boxe)

Muito do êxito no esporte surge da determinação do atleta, além, é claro, do talento. Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) tinha essas duas características em “Menina de Ouro”, sucesso do diretor Clint Eastwood e premiado com o Oscar de melhor filme. No longa, Maggie procura o treinador Frankie Dunn (Eastwood) para se transformar em uma grande estrela do boxe. Ele, no entanto, não aceita treinar a atleta, subestimando a capacidade dela, que não desiste de convencê-lo. A boxeadora passa a treinar todos os dias em um ginásio para tentar convencer Frankie sobre o treinamento, recebendo o apoio de Scrap (Morgan Freeman), que cuida do ginásio. A determinação leva Maggie ao tão sonhado treinamento, mas também culmina com um acidente que pode interromper esse sonho.

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– A GRANDE ESCOLHA (futebol americano)

Protagonizado por Kevin Costner, o filme traz uma envolvente e inteligente história sobre a preparação e a tensão durante o Draft Day, evento da liga nacional de futebol americano em que os times definem quais talentos do esporte poderão jogar nas equipes ao longo da temporada. Diante disso, Sonny Weaver Jr. (Costner), que assumiu como técnico do Cleveland Browns após a morte do pai, que já tinha ocupado o mesmo cargo, se vê obrigado a proporcionar um período de vitórias para o time. Mesmo com questões pessoais a serem resolvidas, como o “fantasma” da morte do pai e a chegada de um filho, o técnico busca concentração e desafia até o colegas de equipe para fazer apostas ousadas para que o time tenha a melhor fase.

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– MONEYBALL – O HOMEM QUE MUDOU O JOGO (beisebol)

Desafiar o tradicional e ter um olhar diferente sobre a competição também faz parte do esporte. Isso fica bem claro em “Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo”, filme do diretor Bennett Miller sobre um dirigente de beisebol que decide ousar nas técnicas para que o time tenha sucesso nas competições. Lidando com recursos limitados, Billy Beane (Brad Pitt) decide usar uma tática baseada em estatísticas para melhorar o desempenho dos jogadores em campo. Com a ajuda de Peter Brand (Jonah Hill), o dirigente enfrenta os olhares de estranhamento pela técnica para atingir o objetivo de sucesso. Um dos grandes méritos de “Moneyball” é o roteiro inteligente de Aaron Sorkin, indicado ao Oscar por essa adaptação de uma história real.

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– VOANDO ALTO (esqui)

Com limitações físicas, o menino Eddie Edwards sonhava em participar de uma Olimpíada. Esse desejo, no entanto, ficou ameaçado por conta dos problemas de visão, no joelho e da falta de dinheiro. A vontade de participar de uma competição era tanta que ele tentou praticar diversas modalidades, mas sem sucesso. A obstinação fez com que Eddie (Taron Egerton) contrariasse tudo e todos para entrar em uma equipe de esqui e participar dos Jogos Olímpicos de Inverno. Para se credenciar para a competição, no entanto, ele conta com a ajuda de Bronson Peary (Hugh Jackman), um ex-treinador que enfrentou problemas quando atuava como atleta. “Voando Alto” está longe de ser um filmaço, mas retrata bem a dedicação e persistência presentes no esporte.

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– EU, TONYA (patinação artística)

Estrelado pela atriz Margot Robbie, “Eu, Tonya” não é um filme sobre as tradicionais virtudes do esporte. Aqui, a competição é o pano de fundo, mas faz toda a diferença na vida da protagonista, que luta para virar uma grande patinadora artística. Desde criança, no entanto, a trajetória para isso não foi fácil, começando pela mãe tirana (Allison Janney), que usa métodos agressivos em nome do sucesso da filha. A carreia de Tonya, que já não ia bem, se complica ainda mais quando ela se vê envolvida em uma conspiração para tirar a principal rival do caminho, transformando o esporte em um caso de polícia. Retratando um evento real, “Eu, Tonya” tem o grande mérito de mostrar várias versões sobre os mesmos acontecimentos e, também, questionar o elitismo da patinação artística, que valoriza, acima de tudo, a aparência.