Por Celso ‘Marvadão’ Ribeiro

Esse pescoção vermelho e pornográfico lembra um frangão destroncado. Muito esquisito. O peru é o primo pobre do pavão. Parece o “Seu Peru” da Escolinha do Professor Raimundo, não parece?

O galináceo peitudo e pelancudo que a gente come na Virada do Ano não veio do Peru (país), ele é natural da América do Norte, ali da região hoje conhecida por México. Os primeiros colonizadores ingleses tiveram no peru a “ação de graça” da natureza para sua alimentação.

E por que o país Peru tem esse nome? Por causa de um rio chamado Biru ou de um chefe inca assim tratado. Peabiru, ligação entre o Atlântico e o Pacífico, talvez seja o antigo caminho de Biru (Peru).

Peru passou ser o nome de toda a América que falava a língua espanhola. Aí os navegadores portugueses começaram a tratar a ave esquisita como Galo do Peru. Notem que apenas nos países de língua portuguesa a ave é assim chamada.

No inglês, é “turkey”, o galo da Turquia (onde o bicho era confundido como “grande galinha de Angola”). Na Turquia, hoje em dia peru é “hindi”, referência à Índia. Na França, é tratado como “dindi” ou “dindon” (o galo da Índia). E em língua espanhola normalmente é chamado de “galopavo” (o galo que parece pavão…).

Na terra de origem, essa ave viajada, confundida com galo, com pavão e com galinha de Angola recebia dos astecas o nome de “guajolote” (grande monstro).

Tem essa aparência de monstrengo, de frankestein genético, porque é o resultado de um trabalho de equipe da natureza… Ele faz glugluglu para chamar a a atenção da fêmea. Difícil!!!

Por que “perua” passou a ser sinônimo de mulher saliente que gosta de aparecer? E por que aquela versão de carro espaçoso, como a Kombi, virou “perua”?

Com peru ou sem peru à mesa, boa Virada de Ano para todos.

#frogforever