Um jovem de 26 anos morreu ao cair do 62º andar de um prédio enquanto o escalava sem equipamento de proteção. Wu Yongning era conhecido como o “Super-Homem Chinês” justamente por esse tipo de feito, subindo em arranha-céus do país para tirar selfies tão incríveis quanto perigosas dos pontos mais altos das cidades. O acidente aconteceu em Changsha e foi registrado pelas câmeras.

Na ocasião, Wu participava de um desafio de rooftopping, como se chama a modalidade que praticava, envolvendo a escalada de prédios sem equipamento de proteção. Ele poderia ganhar quase R$ 50 mil reais caso chegasse ao topo de um dos prédios mais altos de Changsha, em um concurso promovido por uma empresa não identificada. A queda aconteceu em novembro, mas só foi divulgada agora.

As cenas podem impressionar indivíduos mais sensíveis. Nelas, Wu aparece todo vestido de preto e já no topo do arranha-céu. Ele, então, tenta se pendurar apenas com as mãos para a produção da selfie, mas, enquanto desce, parece perceber que não existem pontos de apoio para os pés. Ainda assim, ele segue com a façanha e, após realizar algumas flexões e novamente tentar se sustentar, acaba escorregando e caindo.

AVISO: ESTAS IMAGENS PODEM CHOCAR (+18)

A prática do rooftopping não é necessariamente ilegal – muitas cidades não possuem leis que abranjam a escalada de prédios sem aparelhos de proteção, com as prisões dos praticantes, muitas vezes, estando relacionada à invasão de propriedade. Ainda assim, cada vez mais jovens se tornam adeptos da prática, que rende muitas curtidas, visualizações de vídeos e, às vezes, patrocínios de empresas esportivas.

Foi justamente algo desse tipo que motivou a escalada mortal de Wu. De acordo com as informações divulgadas por familiares, ele pretendia usar o dinheiro – um belo montante para os padrões chineses – para ajudar no tratamento da mãe, que está doente, e também para financiar seu casamento. Ele pretendia pedir a mão da namorada no dia seguinte à vitória no concurso.

Com seus vídeos de rooftopping, Wu acumulou uma grande base de seguidores no Weibo, a maior rede social chinesa. Com mais de 300 postagens, a esmagadora maioria produzida no topo de prédios ou torres de Changsha, ele já acumulava mais de um milhão de seguidores. Muitos, inclusive, comentavam nas últimas semanas sobre o sumiço do jovem, sem saber sobre sua morte durante a prática.

Nesta semana, o governo da China publicou um comunicado nos jornais estatais sobre os perigos do rooftoping, indicando aos cidadãos que não tentem escalar os edifícios do país para a produção de selfies. Além disso, o ministério da tecnologia tenta trabalhar na produção de normas de vigilância para apps de streaming ao vivo, usados por muitos adeptos da prática, que, na visão da administração, estariam incentivando os jovens a buscarem atividades perigosas em busca de fama e seguidores.

Fonte: CanalTech

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