Foto: Divulgação Câmara

Encerrou-se na sexta-feira (29) o prazo dado pelos vereadores Rodrigo Manga (DEM), Hudson Pessini (PMDB), Fausto Peres (Podemos), Renan dos Santos (PCdoB), Iara Bernardi e Francisco França (ambos do PT), para que o atual secretário da Igualdade e Assistência Social (SIAS), Alexandre Hugo de Morais, fosse exonerado pelo prefeito José Crespo (DEM). Ele é alvo do caso que já está sendo chamado de Merendagate.

A Câmara Municipal de Sorocaba havia enviado ofício a Crespo solicitando o afastamento de Alexandre Hugo de Morais até o fim das investigações, entre elas a da Corregedoria-Geral do Município, que apuram eventuais pagamentos em duplicidade às empresas que abastecem a merenda das escolas municipais.

Segundo apurou o Ipa Online, interlocutores de Crespo, entre eles alguns secretários, tentaram convencer Hugo a pedir exoneração, mas ele teria sido irredutível em seu posicionamento, não admitindo as supostas irregularidades apontadas no caso. Se ele tivesse se exonerado até a sexta (29), a Câmara abriria somente uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

O secretário que atuou no Abastecimento e Nutrição por quatro meses, Daniel Police, afirmou, em entrevista ao Ipa Online e ao Jornal da Ipanema, na coluna O Deda Questão, que as irregularidades foram apontados por servidores da Pasta, ainda na gestão de Hugo, em março, mas nada fora feito para sanar o problema.

Nos bastidores do Legislativo, a informação aponta para uma convocação dos vereadores, em caráter extraordinário, nas primeiras semanas de 2018, a fim de colocar em plenário a abertura da Comissão Processante, que deverá ser formada por três parlamentares a serem escolhidos por sorteio. O pedido de abertura está sendo formalizado e será submetido à votação por maioria simples (11 votos).

Crespo foi cassado, no final de agosto, após quase quatro meses de investigações e apurações da Comissão Processante no caso da servidora Tatiane Polis, que trabalhou na Prefeitura de Sorocaba de forma comissionada sem o diploma necessário para a função. Ela é ré na Justiça após o Ministério Público oferecer denúncia, apontando irregularidades no suposto uso da documentação apresentada por ela.

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