CRÍTICA

Alana Damasceno

Aos 22 anos de idade, Pabllo Vittar já conseguiu realizar o que muitos músicos sonham: cantar ao lado de artistas mundialmente conhecidos e tocar em um dos maiores festivais de música do mundo: o Rock in Rio.

Famosa por ser drag queen, Pabllo ficou primeiramente conhecida por meio das redes sociais. Gravou com o DJ Major Lazer (lembra do sucesso Lean On?). Fez participação especial no show de Fergie, no RIR deste ano, no qual cantou uma das músicas mais conhecidas da artistas: Glamorous e aproveitou para dar uma palhinha de “Na Sua Cara”, megahit em parceria com Anitta.

Em suas redes sociais, possui 280 milhões de visualizações no Youtube, 4,2 milhão de seguidores no Instagram; 1,4 milhão de curtidas no Facebook e quase 600 mil seguidores no Twitter.

Pabllo veio a Sorocaba em julho deste ano para se apresentar em uma casa de shows LGBT e praticamente esgotou os ingressos, deixando alguns fãs somente na vontade de vê-la. Hoje, a artista concorre no Prêmio Multishow 2017 na categoria ‘Fiat Argo Experimente’

Então, com tanto sucesso, vem a perseguição dos famosos ‘haters’, odiadores em massa na internet. Alguns sem argumentação, odeiam apenas pela diferença. Justificam que não misturam ódio com homofobia, mas o comparam, por exemplo, com o saudoso Freddie Mercury, vocalista gay assumido do Queen, quando a vertente musical não é a mesma. Nem o público alvo em si é igual.

Pabllo é de Santa Inês, cidade com 83 mil habitantes no Maranhão. Já foi vendedora, trabalhou em salões de beleza e, atualmente, é classificada como “a nova cara do Pop brasileiro”. A cantora, que não vê problema em ser tratada também no masculino, é tida como uma revolução no mundo da música.

No auge de sua carreira, Pabllo faz questão de aproveitar as oportunidades que tem de ser entrevistada para fomentar a diversidade de gênero, algo essencial em tempos modernos, já que é inegável o preconceito e transfobia existente em nosso país.

Pabllo tornou-se um teto de vidro nacional com ataques insensatos. Isto reflete-se não somente no próprio artista, mas em todos aqueles que se reprimem e não têm apoio para revelar o seu ‘eu’ verdadeiro.

A torcida é para que o público aceite e aprenda a respeitar as diferenças, afinal, não somos todos iguais. O ser humano não é padronizado, nem fabricado em indústria para ser o mesmo tipo de produto.

Por mais Pabllos no mundo, que possui a força necessária para se expor e defender a quem não tem a oportunidade de fazê-lo.

Vale ressaltar, ainda neste artigo, a artista RuPaul, drag queen estadunidense de 56 anos, que faz sucesso ao redor do mundo. Seu maior sucesso musical é “Supermodel (You better work)” e “Cover Girl”. Atualmente apresenta o seriado RuPaul’s Drag Race, que mostra a competição da melhor drag queen dos Estados Unidos.

Importante destacarmos também nossas drag queens de Sorocaba: Zulu, conhecida por sua participação no programa Delivery, da Ipanema 91,1 FM, Fedra Bastis, Lorelay Fox, Pietra Bastis e tantas outras que tornam a nossa vida mais colorida, festiva e cheia de graça.

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