Por Gabriel Bitencourt

O respeito ao meio ambiente começa em casa, continua na escola, na rua, na praia…
Há diferentes conceitos dominantes sobre meio ambiente e é embasado neles que as pessoas interferem no meio em que vivem.

Um desses conceitos considera como meio ambiente, unicamente, o ambiente silvestre intocado como, por exemplo, uma reserva florestal na qual habitam animais selvagens. Há muita gente que considera o meio ambiente, exclusivamente, desta forma.

São pessoas que, muitas vezes, se comovem com as belas paisagens apresentadas em um documentário sobre a vida animal, mas quando vão à praia deixam como rastros os copinhos descartáveis, as latinhas de cerveja e os sabugos de milho verde.

Ao final do filme no cinema se levantam e deixam mais pegadas: sacos de pipocas digeridas, papeis de balas e copinhos descartáveis. Promovem uma sujeira naquele ambiente. Para elas isso não tem importância, afinal alguém vai limpar!

No carro, fumam e depois jogam a bituca do cigarro pela janela sem se importarem com as consequências deste gesto. Nem refletem sobre o potencial perigo daquela bituca acesa provocar uma queimada ou, ao se juntar a muitas outras e entupir bueiros, e contaminar os riachos e o rio onde eles desaguam.

Na escola, o comportamento não é diferente. Sem responsabilidade socioambiental pensam sempre da mesma forma: alguém irá limpar o lixo produzido.

Em casa ou no restaurante, pouco se importam com o alimento que desperdiçam e nem pensam em controlar o seu consumo de água.

Faço esta abordagem porque já ouvi muita gente defendendo a posição de que a educação ambiental é de responsabilidade exclusiva da escola.

Sim, deve-se promover a educação ambiental na escola, mas as noções de cidadania, de respeito, de empatia e solidariedade que fazem com que o indivíduo respeite o meio ambiente – urbano ou silvestre – começa na família.

A falta dessa educação em casa produz pessoas individualistas que não se importam com a sua pegada ecológica, pessoas sem empatia e sem compromisso com ações coletivas, verdadeiros sociopatas.